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LAAC - Secção Cultural

Principais Actividades:

Escarpelada Típica

Quem tem milho rei…?
De entre as fainas agrícolas de outrora, as escarpeladas eram, talvez, as mais ansiosamente esperadas por todos, não só pelas raras oportunidade de aventura e convívio que proporcionavam, mas sobretudo pelo ambiente especial, romântico mesmo, em que se desenrolavam.
Chegada a época das colheitas, cortado e transportado já o milho para as inúmeras eiras da freguesia, o luar do céu aguadense (quando o havia), à cautela reforçado por trémulas mas eficazes candeias a petróleo, era então testemunha fiel da alegre e incontida satisfação com que velhos e novos volteavam sem cessar os longos pés de milho, previamente acamados na eira, soltando-lhes com desenvoltura as desejadas espigas de milho dourado.
E a malta nova não podia, de modo algum, perder esta ocasião única de se aproximar de "cachopa" ou do rapaz que há tempos trazia debaixo de olho e com quem só ali podia trocar repetidos e cúmplices olhares, sem receio de reprimenda ou admoestação séria. E, a coberto das sombras ocasionais de toda aquela azáfama, alguns beijos e abraços, breves mas especiais, se hão de por certo ter trocado (e roubado), nas eiras desta nossa terra (não contando com o aparecimento sempre festejado do "milho rei" que, à sua conta, proporcionava beijos e abraços sem fim…)
Efectuadas num ambiente quase familiar de amigos e vizinhos, numa inter ajuda tão característica das comunidades rurais, eram as escarpeladas por vezes perturbadas pela intromissão inesperada de um ou outro "engaboado" que, a coberto das longas vestes que lhe tapavam também o rosto, vinham "analisar" o ambiente e mirar as cachopas presentes, numa atitude de provocação e inaudito desafio. E às vezes, a "coisa" dava mesmo para o torto e a noite "aquecia", não só na temperatura ambiente mas também nas costas de um ou outro mais atrevido, à conta de um bom par de varadas lançadas a preceito, na confusão da contenda…

O Erguer do Arco ...

A introdução, nos finais dos anos quarenta do século passado de  poderosos altifalantes e amplificadores sonoros originou, de modo irreversível, a extinção de outras vozes e de outras manifestações que davam tradicionalmente a principal característica aos arraiais de romaria: a voz dos espontâneos cantadores ao desafio, a música dos instrumentos populares e até as danças. De igual modo, o natural recurso a elementos pré fabricados de ornamentação das ruas e terreiros festivos quase ia fazendo desaparecer, na Romaria das Almas Santas da Areosa, um dos mais característicos e tradicionais elementos de saudação e boas vindas a todos os que, por devoção ou simples prazer, vêm partilhar com os aguadenses estes dias de festa e animação: o imponente Arco da Festa, cerimoniosamente erguido defronte da porta principal da capela.
Laboriosamente idealizado numa estrutura firme de ramos de eucalipto criteriosamente entrelaçados e revestido com raminhos de buxo verde e variadas flores de cores claras e brilhantes, o arco da festa anunciava e anuncia ainda hoje, na sua singeleza natural, o esperado início desta tradicional romaria. Ele é então, simultaneamente, um arauto e um símbolo, permanecendo ainda por algum tempo no seu posto após o encerramento dos festejos, garantindo nas suas formas então já secas, o reavivar certo da romaria, no ano seguinte.
São conhecidas as rivalidades "naturais" que, durante muito tempo opuseram, por motivos nunca facilmente esclarecidos, as populações de freguesia vizinhas e, inclusivamente, os lugares duma mesma freguesia (refira-se a propósito e a título de exemplo, que ainda há bem pouco tempo, nas célebres escarpeladas de Outono nas eiras do Dr. Estima, o grupo do lugar da Vila nunca se misturava com o da Miragaia, perpetuando assim uma hostilidade de fundamentos pouco claros - "questões antigas", diziam). O gosto pela competição ("o desafio") pautava os comportamentos, nomeadamente dos elementos masculinos da população, permitindo assim afirmar a personalidade colectiva da comunidade, em que a temeridade e a coragem eram consideradas parte integrante da definição do homem.
Dentro desta perspectiva se poderá então compreender melhor um bizarro episódio ocorrido em data não precisa (nas primeiras décadas do século passado) e ainda hoje expressivamente contado pelos membros mais idosos da população aguadense: nesse ano, e já terminada a festa, um grupo de jovens duma freguesia vizinha abeirou-se, pela calada da noite, do arco da festa que como sempre permanecia ainda no seu lugar, arrancou-o do seu posto e carregou-o em peso para a sua terra!
Grande afronta para a comunidade aguadense, pois sofrer um tal "ataque" sem retorquir, ser assim desafiado sem ripostar eram atitudes vulgarmente interpretadas como sinal de fraqueza, um duro golpe no amor próprio e na personalidade colectiva da freguesia. "Alvoroçaram-se" as mais representativas forças da terra contra tamanha ousadia da freguesia rival e, conta-se, sob acção determinante do aguadense Alexandre de Oliveira Coelho, na altura desempenhando funções na Câmara de Águeda, foram os "prevericadores", depois de devidamente identificados, obrigados a pagar, cada um, cem escudos e a devolver o "raptado" arco.
Mas tão imponente estrutura tinha já sido totalmente desmontada e a sua recuperação literalmente impossível, o que permitiu garantir, apesar de tudo, um sucesso relativo a tão "heróico" acto: "Tivemos de pagar o arco, mas também nos aquecemos com ele", consolaram-se os da freguesia vizinha que, provavelmente, não esperariam tão decisiva e inapelável sentença.
Hoje em dia, tais rivalidades sem fundamento já não existem e os nossos vizinhos e amigos vêm conviver e divertir-se connosco, à sombra do mesmo arco, que a Secção Cultural da Laac constrói e levanta, num reviver salutar de tão peculiar tradição, todos os anos ciclicamente renovada.

 AQUATUNA

Após alguns anos na nossa Escola de Música, um grupo de jovens resolveu juntar-se para não deixar morrer o gosto pela música. Orientados pelos professores Rogério Fernandes e Marlene Ribeiro foram enriquecendo o seu espólio musical e hoje são já uma referência do panorâma musical aguadense.
A eles se devem as animações das mais diversas festividades da nossa freguesia, desde o Erguer do Arco, à Escarpelada, etc... Muitos destes jovens colaboram ainda na parte musical da Eucaristia e são para toda a freguesia motivo de orgulho e satisfação.
Aquando das Romaria das Almas Santas da Areosa em 2004 e por convite do presidente dos Festejos, Dr. Carlos Almeida, gravaram o primeiro CD com melodias típicas alusivas ao evento a celebrar.

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